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A vida num só dia

Um lugar de partilha de histórias, meras opiniões, puras reflexões ou simples desabafos

A vida num só dia

Um lugar de partilha de histórias, meras opiniões, puras reflexões ou simples desabafos

Dom | 29.01.23

Passar o ano... sem passas

Pedro

Este deveria ser o primeiro post de 2023, mas vem com quase um mês de atraso, pois só agora me ocorreu escrever sobre o tema. Então é assim: pela primeira vez na vida não comi as doze passas na Passagem de Ano. É verdade. Pela primeira vez. E fica aqui registado para não me esquecer da data. Se será bom ou mau, só os próximos 365 dias (agora menos...) o dirão. O que me apraz dizer é que até aqui foram poucos, muito poucos, os desejos concretizados ao longo dos meus anos de existência. 

Há quem diga que é um empurrão para o novo ano. Ao mesmo tempo que se comem as doze passas, pedem-se doze desejos por cada mês do novo ano. Haja saúde, paz, amor e algum dinheiro, mas não para gastos supérfluos, é o que se deseja para podermos continuar a sonhar e a alimentar a alma. Porque sei, por experiência própria, que isto não vai, decididamente, com passas. Infelizmente. Nem com champanhe. Sim, nem isso.

Desta vez, celebrei as doze badaladas com outra bebida, um licorzinho do bom, que tinha guardado cá em casa. Mera opção para fugir à tradição. Superstições à parte, veremos o que 2023 me reserva... Bom ano para todos!

Sex | 27.01.23

Não há estrelas no céu

Pedro

Eu sei que a música é antiga, mas continua linda e atual na sua essência. A letra da canção faz todo o sentido. Pelo menos em mim. Revejo-me nela (à parte de não ser um jovem com borbulhas no rosto). E, por acaso, até estamos em janeiro e "está um frio de rachar".

Não há estrelas no céu, mas, um dia, quiçá nessa primavera da vida, gostaria de voltar a vê-las à beira-mar.

Seg | 23.01.23

A vida mentirosa dos adultos

Drama psicológico passado na Nápoles dos anos 90

Pedro

Vida mentirosa dos adultos.jpg

Resolvi vir hoje falar-vos sobre a nova minissérie italiana da Netflix, de seis episódios, que apreciei particularmente e que dá pelo nome de A vida mentirosa dos adultos. Baseada no livro homónimo de Elena Ferrante, a história desenrola-se na Nápoles dos anos 90 e é centrada em duas personagens, com especial incidência em Giovanna, uma adolescente que parte à descoberta de si mesma. E é, justamente, a partir do momento em que a jovem protagonista conhece a irreverente tia Vittoria que o rumo da sua vida começa a redesenhar-se.

Vittoria é uma mulher audaz, controversa, frontal e com um padrão de comportamento fora do comum. Diz tudo o que pensa e vive em conflito com o seu irmão Andrea, pai de Giovanna, que a baniu do seio da família. Ao longo do enredo, Vittoria - que vive na zona mais pobre da cidade - vai ganhando a confiança da sobrinha e mostrar-lhe uma outra visão do mundo que a rodeia, o que incomoda os pais da jovem. Influenciada pela tia, Giovanna vai moldando a sua personalidade e sensibilidade e desvendar os segredos desta família, a tal "vida mentirosa dos adultos".

Até que ponto esta mudança comportamental nos influencia é o desafio que este drama psicológico nos coloca. De uma forma leve e desprendida de preconceitos. Uma série que recomendo, com uma banda sonora fantástica e apenas com um final um pouco aquém das expetativas.

 

Série protagonizada por Giordana Marengo (Giovanna) e Valeria Golino (Vittoria)

Trailer da série aqui

Seg | 16.01.23

Túnel interminável

Pedro

Os dias de tristeza não terminam. Apenas têm momentos que a aliviam. É como tomar um analgésico para a dor. Para a dor na alma. Ela está cá. Não desaparece. É teimosa, cansativa. Por vezes tóxica ao ponto de não nos deixar respirar. E, depois, há aquelas situações que nos atropelam, sem nos avisar. Ou melhor, avisam. Fazem questão de nos lembrar que continua tudo como dantes. Estagnado. Sem uma ponta de evolução. E não há volta a dar ao que está mal. Porque vai continuar assim. A correr mal e outra vez mal. É a triste sina...

Dizem que a esperança é a última a morrer. É verdade. Mas enquanto a esperança não morre e tentamos ganhar ânimo e lutar contra a tendência, a alma vai corroendo por dentro. E não há uma luz ao fundo do túnel. Desse túnel interminável que se chama melancolia.

 

P.S.: Após escrever este post, vim a saber - e juro que só soube depois - que este é considerado o dia mais triste do ano. Ele há coincidências...

Sab | 07.01.23

Redes (in)sociais e a blogosfera

Pedro

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Há dias em que me dá vontade de apagar a conta de Facebook. Mas não o faço. Nesta rede social, tenho acesso direto a todo o género de informação e entretenimento. E é, essencialmente, por isto que a mantenho ativa. O resto, infelizmente, não vale, de todo, a pena. Penso que me faço entender... Ao contrário de muitos outros, não me rejo pela quantidade de seguidores ou "amigos" (esta palavra é tão desadequada...). Basta ver o número quase irrisório que possuo nesta rede social.

Mais: se pretendo ver fotos bonitas e vídeos engraçados, para me fazerem rir e sorrir, basta recorrer ao Instagram e ao Tik Tok. Redes sociais que também permitem interagir e conversar com as pessoas que nos querem bem e que, realmente, interessam.

Bom, mas como isto está tudo interligado, devo ainda confessar o seguinte: há, relativamente, pouco tempo, decidi migrar o meu blogue de outra plataforma digital para o espaço próprio do portal do Sapo. E que bom foi tê-lo feito. Descobri que este é um mundo à parte. Nesta comunidade do Sapoblogs, que tão bem me acolheu, posso ver outros blogues, subscrevê-los, seguir os autores, ler textos excecionais e ainda ter a sorte, imagine-se, de conhecer pessoas fantásticas. É ou não curioso? Obrigado Sapinho!